Deixei o tempo passar da semana passada pra cá, pois estive com a cabeça meio perturbada com o ocorrido. Chateado com a forma com que lidei com a situação que irei descrever agora... Mas o tempo passou e acho que estou com a cabeça melhor pra pensar no que aconteceu! Bora?
Semana passada estava almoçando num resturantezinho perto de casa, quando chegou um menino aparentando ter 10 anos, magro e com algumas marcas no corpo, e logo pediu: "Moço, me paga um almoço?". Olhei ao seu redor, não vi nenhum responsável, e então perguntei-lhe: "Cadê teu pai? Cadê tua mãe?" e ele disse algo balbuciado que eu não lembro mais o que foi. E então, de pronto disse pra ele pegar a sua comida. O menino logo foi, pegou a bandejinha da quentinha e saiu pondo comida. E então pegou a segunda bandejinha e já ia colocando mais comida. Vendo aquilo, parei, levantei e explicando-lhe de que eu queria pagar algo suficiente pra ele ficar satisfeito e nada mais, ele ficou emburrado e foi muito ingrato. Então fui firme com ele e disse: "Ei, esteja feliz com o que estou lhe dando, eu não preciso pagar essa comida pra você, você não é grato pelo que te dei?" E então ele abaixou a cabeça e saiu com a comida "dele" (provavelmente era pra mais pessoas).
Um erro que julgo ter cometido foi o de não me responsabilizar pela minha bondade. Isso já teria deixado bem claro as verdadeiras intenções do menino. De certa forma ele se aproveitou da minha bondade, talvez aconselhado pelas pessoas que estavam com ele. Depois fui saber que os pais dele ficavam por ali e deixavam o filho ir pedir comida por ali pra todos, mas as circunstâncias em si não importam, sabem em que falhei? Em ter liberado a bondade sem o bom senso. Quando vemos uma situação como essa, somos logo movidos pela emoção. Mas isso não pode sobrepor o bom senso, esses dois andam juntos!
O que me feriu bastante foi a ingratidão do menino. Outro erro que cometi foi o de dar e esperar algo em troca, mesmo que seja um sorriso. Quando você for fazer qualquer caridade, faça-a com prudência e vá até o fim e arque com as consequências disso. Não faça nada pela metade. Não pense: "Já fiz o bastante com esse simples gesto". Mentira!
Penso que temos muitas coisas boas pra fazer pros outros, mas não podemos abraçar o mundo. Não podemos ser movidos pela emoção sempre. Abrir carteira na rua. Abrir janela pra um estranho. Ajudar alguém desconhecido. São situações em que você tem que ficar alerta e ser prudente e usar a Sabedoria em todos os momentos. Muitas vezes você pode pensar: "Mas que coração de pedra vou ter se não fizer isso..." Mais uma mentira. A prudencia e o bom senso estão em guerra com nossas próprias visões de mundo e situações cotidianas que passamos.
Não pare de ajudar as pessoas onde quer que você vá, mas o ponto é: Você vai aguentar as consequências? Tenha visão. Meu pai sempre me ensinou muito isso. Obrigado pai.
Bondade, amor, bom senso e prudencia precisam andar sempre, sempre, sempre juntos. Não se engane!
Um blog destinado ao compartilhamento de pensamentos e experiências da vida. Sinta-se em casa! // A blog designed to share thoughts and experiences of life. Make yourself at home!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Mulheres de fé
Ontem foi mais um dos muitos incríveis bate-papos que já aconteceram na UFF. Mas algo me chamou muito a atenção nesse último.
A ideia principal do bate-papo era falar de coisas que nos deixavam "tranquilos" e que eram "favoráveis" a nós no dia-a-dia (fazendo a referência ao funk ostentação que fez sucesso nos últimos dias), mas que não nos tornavam "ricos" de fato (Lucas 12:13-21). Além disso, falamos sobre coisas que nos deixam seguros de que vamos colher bons frutos no futuro e que são dignas de nos esforçarmo-nos para garanti-las. Contudo, não quero me ater aos detalhes do bate-papo, mas sim ao contraste ocorrido sobre a segurança que buscamos e o passo de fé de 3 mulheres que participaram conosco.
Chegando ao local, no Campus da Praia Vermelha, vi duas estudantes que não me eram estranhas, comprimentei-as e perguntei quem as havia convidado! Porém uma delas disse que ninguém naquele momento, mas que ela lembrava do convite que fiz a ela no começo do ano de 2015, bem ali naquele lugar mesmo. Elas não tinham cartão, nem nada pra lembrar do local e do horário, e nem sabiam se iria chegar alguém! Mas elas estavam ali, sentadas esperando, porque haviam lembrado daquilo que eu tinha dito: "toda quinta, 13:15..., em frente ao casarão amarelo de arquitetura!".Haviam lembrado da minha promessa. Eu fiquei muito feliz quando ouvi isso, e fico pensando: Será que eu teria a mesma coragem? A mesma fé?
No decorrer do bate-papo, pudemos refletir sobre diversas coisas e conversa vai conversa vem, chega uma outra menina no finalzinho, e pensei :"Puxa, que pena. Chegou no finalzinho. Não conheço, mas depois eu converso com ela". Depois, eu soube como ela realmente soube a respeito da reunião: Ela passava por ali pelo Busuff (ônibus da UFF), viu que havia uma reunião de pessoas naquele jardim e desceu rapidamente do ônibus e foi chegando e sentou ali com a fé de que era algo relacionado ao ensinamentos de Jesus. Ela desceu do ônibus. Parou o que estava fazendo. Mudou o seu caminho. Ela não sabia exatamente o que era. Ela não foi convidada. Ela simplesmente deu um passo. Um passo de fé.
Meu amigo, elas não "conheciam" ninguém dali. Elas simplesmente foram esperando encontrar algo bom. (Duas da arquitetura, e a última do Direito). E aí eu fico pensando: No mundo ainda existe fé, existem pessoas que estão buscando algo mais e estão sedentas por isso. E isso me desafia, e isso me encoraja a seguir em frente na minha caminhada. Tenho fé de que na minha vida vou conhecer muitas pessoas mais assim!
Estou muito agradecido, grandes coisas tem acontecido.
"Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."
Hebreus 11:1
A ideia principal do bate-papo era falar de coisas que nos deixavam "tranquilos" e que eram "favoráveis" a nós no dia-a-dia (fazendo a referência ao funk ostentação que fez sucesso nos últimos dias), mas que não nos tornavam "ricos" de fato (Lucas 12:13-21). Além disso, falamos sobre coisas que nos deixam seguros de que vamos colher bons frutos no futuro e que são dignas de nos esforçarmo-nos para garanti-las. Contudo, não quero me ater aos detalhes do bate-papo, mas sim ao contraste ocorrido sobre a segurança que buscamos e o passo de fé de 3 mulheres que participaram conosco.
Chegando ao local, no Campus da Praia Vermelha, vi duas estudantes que não me eram estranhas, comprimentei-as e perguntei quem as havia convidado! Porém uma delas disse que ninguém naquele momento, mas que ela lembrava do convite que fiz a ela no começo do ano de 2015, bem ali naquele lugar mesmo. Elas não tinham cartão, nem nada pra lembrar do local e do horário, e nem sabiam se iria chegar alguém! Mas elas estavam ali, sentadas esperando, porque haviam lembrado daquilo que eu tinha dito: "toda quinta, 13:15..., em frente ao casarão amarelo de arquitetura!".Haviam lembrado da minha promessa. Eu fiquei muito feliz quando ouvi isso, e fico pensando: Será que eu teria a mesma coragem? A mesma fé?
No decorrer do bate-papo, pudemos refletir sobre diversas coisas e conversa vai conversa vem, chega uma outra menina no finalzinho, e pensei :"Puxa, que pena. Chegou no finalzinho. Não conheço, mas depois eu converso com ela". Depois, eu soube como ela realmente soube a respeito da reunião: Ela passava por ali pelo Busuff (ônibus da UFF), viu que havia uma reunião de pessoas naquele jardim e desceu rapidamente do ônibus e foi chegando e sentou ali com a fé de que era algo relacionado ao ensinamentos de Jesus. Ela desceu do ônibus. Parou o que estava fazendo. Mudou o seu caminho. Ela não sabia exatamente o que era. Ela não foi convidada. Ela simplesmente deu um passo. Um passo de fé.
Meu amigo, elas não "conheciam" ninguém dali. Elas simplesmente foram esperando encontrar algo bom. (Duas da arquitetura, e a última do Direito). E aí eu fico pensando: No mundo ainda existe fé, existem pessoas que estão buscando algo mais e estão sedentas por isso. E isso me desafia, e isso me encoraja a seguir em frente na minha caminhada. Tenho fé de que na minha vida vou conhecer muitas pessoas mais assim!
Estou muito agradecido, grandes coisas tem acontecido.
"Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."
Hebreus 11:1
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